Categoria: ‘Pause’

Manifesto da Pancinha – por Lili

15 de junho de 2010 - terça-feira - 18:41h   •   Categoria(s): Pause

Editado em 01.Jul.2010.

Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo “tanquinho”, fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.

Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta. Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito, e que, quando se abaixam, mostram um cofre peludo. Não! Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.

Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma – e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os “tanquinhos” farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores – e eu tenho dó das que caem.

Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com “clight” que trouxe de casa. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.

E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um “ah, amor, ‘Quarteirão’ é gostoso, mas você podia provar uma ‘McSalad’ com água de coco”. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.

Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga.

Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível! Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.

Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar.

É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.

Bom, pelo menos o meu sabe.

Texto de: Lili (Carolina), ex-cunhada do Gravataí Merengue, escreveu durante 1 ano no blog dele.

Eu tinha postado esse texto sob o título “Homens com Barriga – por Carla Moura”. Mas como vocês podem ver nos comentários, o Gravataí Merengue me avisou que este texto é da ex-cunhada dele, e foi postado em Dez.2006, conforme este link.
Eu fico me perguntando o que leva uma pessoa a copiar na íntegra (tirando a última frase) o texto de uma outra pessoa e tomar a autoria pra si. Deve ser muita falta de auto estima!! Sinto pena, de verdade, pois é pura prova de ausência de capacidade.

Mas enfim, quem ainda não tinha apreciado o texto, tenham a oportunidade de fazê-lo com os créditos dessa vez atribuídos corretamente.

Hora do Planeta

27 de março de 2010 - sábado - 13:39h   •   Categoria(s): Pause

Hoje, dia 27 de março, das 20:30h às 21:30h, acontecerá a Hora do Planeta, onde quem for participar, apagará as luzes durante 1 hora, como forma de demonstrar preocupação com o aquecimento global.

Por que eu tenho que participar dessa baboseira?
Por que eu vou ficar me preocupando com o tal do aquecimento global e deixar de assistir a minha novela? Não posso nem ficar na internet?
E se eu estiver no cinema, o que vai acontecer? Posso ter meu ingresso de volta?
E se eu estiver dentro de uma loja? Vou ser obrigado a ficar no escuro ou à meia luz?

Já faz alguns anos que se vem falando dessa história de meio ambiente, sustentabilidade, de preservação do Planeta. Esse blablablá todo não é novidade.
Mas na minha opinião, isso é coisa pra essa gente nobre, que se diz ser mais esclarecida, espiritualmente mais evoluída… ou para as entidades e empresas que querem pagar de bonitonas, mostrando uma imagem boa, mas que no fundo, se importam mesmo é com o lucro.
Não me venham encher o saco.
Que nem essa história de reciclagem… Tem perda de tempo maior do que ficar separando lixo??? Babaquice total! Põe tudo num lugar só e deixa a minha vida em paz porque eu tenho mais o que fazer! Lixo pra mim deixa de ser problema meu a partir do momento em que ele sai da minha mão e vai para uma lata qualquer. Ou nem isso. Às vezes jogo na rua mesmo, afinal alguém tem que sustentar as famílias desses garis. De qualquer forma, o lixo vai ser recolhido por alguém que provavelmente eu nunca vou conhecer, vai ser transportado de uma maneira que eu tenho até uma vaga ideia e vai para um lugar que eu não tenho a mínima noção de onde possa ser. Lá, nesse lugar, eu nem sei o que vai acontecer com esse lixo, mas de uma coisa eu tenho certeza: ele não voltará a ser problema pra mim.

Pois é, não sei por que toda essa onda de demonstração de preocupação para com o próximo e tal. Se você não se importar com seu próprio umbigo, quem vai se importar? Se você não cuidar de si mesmo, duvido que alguém vá fazê-lo por você.
Por que eu tenho que passar aperto em metrô e ônibus se eu posso muito bem ter um carro que me proporcione conforto?
Por que eu preciso economizar água se eu posso pagar por ela?
Por que eu tenho que recolher o cocô do meu cachorro se existe espaço suficiente em quilômetros de calçada em São Paulo?
Por que eu tenho que me preocupar com a limpeza do assento da privada de um shopping / restaurante / balada se nenhuma mulher faria isso por mim?
E por que eu tenho que me preocupar com o fato de o petróleo acabar daqui a 50 anos se eu nem sei se vou estar viva até lá?

Hora do Planeta… ¬¬  hunf!

————————————————

.
.
.
.
.

Bom, não deu. Não consegui escrever um texto mais longo. Estava me dando agonia.
Por incrível que pareça, sim, tem gente que pensa da maneira descrita pelo texto acima. E infelizmente não são poucas não. É só parar para observar no dia-a-dia de vocês. Nos pequenos atos e fatos do cotidiano, a gente consegue perceber.

Eu acabei misturando um pouco o assunto da Hora do Planeta com um assunto mais abrangente e genérico, que é o comportamento egoísta das pessoas. Mas cada vez mais eu venho vendo que o grande mal do mundo está no fato de as pessoas só se importarem com as coisas que envolvem seu próprio umbigo. Não deixa de ser diferente quando se fala dos problemas ambientais.
Meu discurso tem esse tom pessimista porque realmente é o que eu vejo nos meus arredores. Não me sinto motivada para demonstrar esperança ou otimismo se, sinceramente falando, eu me sinto um tanto quanto solitária e insuficiente ao imaginar que posso “ajudar a mudar o mundo”.
Mas de algumas coisas eu sei… Eu separo meu lixo em papéis, metais e plásticos. Eu não deixo a torneira da pia aberta enquanto escovo os dentes. Eu tenho a opção de ir pro trabalho de metrô e o faço. E eu sou uma vela bem pequena, que tem a capacidade de acender outras poucas velas. Se eu não posso mudar o mundo, eu posso aconselhar o meu melhor amigo, o meu colega que senta do lado e os meus visitantes por quem eu tenho tanto carinho.

Eu não vou estar em casa hoje às 20:30h. Vou ter que me virar para achar um jeito de contribuir. Depois eu conto o que eu fiz.

A Evolução da Educação

22 de fevereiro de 2010 - segunda-feira - 22:23h   •   Categoria(s): Pause

Agora que o oba-oba vucu-vucu do Carnaval passou, acho que posso falar de coisa séria e tentar ser “lida”.
Esse texto eu recebi por email. Não sei quem é o autor. Caso saibam, peço por gentileza me avisar, para eu dar os créditos devidamente.

————————————–

A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia…
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar R$ 5,00 de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00
( )R$ 40,00
( )R$ 60,00
( )R$ 80,00
( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM
( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00
( )R$ 40,00
( )R$ 60,00
( )R$ 80,00
( )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não
precisa responder)
( )R$ 20,00
( )R$ 40,00
( )R$ 60,00
( )R$ 80,00
( )R$ 100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos… Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o  exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos,  inclusive em respeitar o planeta onde vive…”

Pause

28 de janeiro de 2010 - quinta-feira - 23:15h   •   Categoria(s): Pause

Acho que foi no 2º semestre de 2008 que eu fiz um blog chamado Pause. Naquela época eu estava vivendo um momento mais reflexivo, em que pensava em “coisas da vida” e escrevia sobre elas. Agora, ouvindo “Timeless”, do Sergio Mendes, me lembrei desse blog, e de como eu o abandonei rapidamente. Acredito que tenha durado pouco mais que 5 posts, rs…
A proposta dele era justamente falar da importância de se pausar de vez em quando e botar a cabeça para acalmar e refletir. Eu tinha isso consciente em mim, e procurava fazê-lo sempre. Mas como eu disse, rapidamente esse momento passou e eu nunca mais lembrei dele. Até hoje.
Talvez tivesse sido o rumo que a minha maneira de encarar as coisas tomou. Desde o fim de 2008, eu me sinto mudada em relação à forma de pensar e agir, e não tenho dúvidas de que foi pra melhor. Talvez isso tenha posto em stand by a necessidade de pausar, mas felizmente, seja pela música ou seja pelo conturbado mês de janeiro que eu estou tendo no trabalho (o ano começou mega corrido), lembrei do Pause e gostaria de trazê-lo de volta.

Vou falar do meu caso, mas apliquem para suas vidas se se identificarem e se assim o desejarem…
Eu estou sempre tentando otimizar ao máximo o tempo que tenho. Me maquiar enquanto pego carona com meu pai, ler no metrô, fazer lição de casa na hora do almoço, escovar dente enquanto converso no MSN, jantar no meio do caminho de volta do nihongo pra já estar alimentada pra ir pra academia, detestar bater papo no telefone porque me impede de fazer outras coisas ao mesmo tempo.
Eu vivo na simultaneidade. E isso virou uma prática quase que inconsciente. Mas igualmente inconsciente é o cansaço que isso gera. Não é um cansaço de stress, em que você se desgasta além do necessário, mas um simples cansaço proveniente de um simples excesso.
E como eu estou no automático em não querer perder tempo, me incomoda a sensação de não estar fazendo nada, e acabo sempre “estando a fazer” alguma coisa. Ou seja, eu sou uma pessoa que precisa, deliberadamente, lembrar de pausar de vez em quando.