Categoria: ‘Cultura japonesa’

Festival do Japão 2011

17 de julho de 2011 - domingo - 23:07h   •   Categoria(s): Cotidiano, Cultura japonesa

Se dizem que o Festival todo ano é a mesma coisa, então eu vou todo ano fazer a mesma coisa: comer e me divertir!! =)

A verdade é que, pra uma pessoa da minha compleição física (ehn?), chega a ser desesperadora a vontade de experimentar todas as comidas dos stands de províncias, mas ser limitada pelo tamanho do estômago.
Então, a cada ano, eu foco em um prato. Hehe.

Esse ano, no domingo (que é quando eu tirei foto), eu fui de okonomiyaki de Hiroshima.

Decoração do stand de Hiroshima: tsurus em memória às vítimas da bomba
Okonomiyaki sendo feito na chapa
OooOooOoOookonomiyaki!

Eu achei que havia mais temas nerds esse ano também. Me surpreendi com a quantidade de coisas de video game…

Donkey Kong dando um rolê
Pontos de XBox 360
Stand com vários Nintendo 3DS pra jogar
Kinect

E fiquei cabrêra (rs…) com a quantidade de Lolitas e coisas otaku… =P

Banda de anime songs
Boneca lolita no stand de roupas para Lolitas

Já na parte cultural tradicional, tinha uma exposição de bonecas clássicas.

E, por último, mas não menos importante… =)
No sábado eu fui com o namorado, pra curtir um pouquinho, encher a pança e namorar. ^_^
No domingo, rolou um encontro do pessoal do Twitter!! \o/ Muito bom passar o dia com @jyussu, @raphamotta, @gesiane, @branca_jana, @ginolas, @pedromanoel, @FelipeNasca, a irmã do Pedro e o amigo do Rapha que não tem Twitter (mas a gente pede pro Rapha pedir pra ele criar!! rs…).
Pena que faltou a @cintation, que não pôde ir… mas certeza que a gente marca algo de novo pra poder estar todo mundo!!

Restaurantes japoneses engana-trouxa

18 de março de 2011 - sexta-feira - 16:19h   •   Categoria(s): Cultura japonesa, Recomendações... ou não!

Sou descendente de japa. Gosto de comida japonesa, mas admito que não como de tudo.
Torço o nariz pra um monte de coisa que acho que fede ou acho nojento.
E do fundo do meu coração, eu realmente estou bem longe de ser especialista no tradicionalismo da verdadeira culinária japonesa.

Mas eu sou criticamente avessa e contra esses excessos cometidos na “adaptação ao gosto brasileiro”.

Hoje fui no restaurante Mure, localizado na esquina da Rua Brentano com a rua Nanuque.
20110318_001Rodízio R$ 32,90 de sexta, sábado e domingo, almoço e jantar. (não anotei o preço de outros dias da semana)

Já definindo logo de cara: Não, NÃO GOSTEI.

A decepção já começou quando o garçom foi perguntando o que eu gostaria de comer do rodízio. Dentre os sushis com cream-cheese e California que eu – óbvio – recusei, de repente ele me solta:
“E sushi de goiabada? Vai querer?”
Meu cérebro quase explodiu nesse momento, mas preferi, como sempre, não espancar antes de ter certeza.
“Nossa…! Não…”, respondi com calma.

Analisando o que eu comi (infelizmente não tirei fotos porque fiquei com vergonha, rs):
- De entrada, uma carne branca meio fibrosa que eu nunca tinha comido na vida, com tempero azedinho-salgado-escuro e coberto de cebolinha. Na verdade, fiquei bem na dúvida pra saber se era carne mesmo, haha, ou se era, tipo, vegetal, mineral, sólido-líquido-gasoso. Devia ser algum tipo de peixe. Bonzinho, gostoso, mas não comi muito.
- Gyoza: frito, e não tinha opção de escolher se queria cozido no vapor. Mas com recheio bom e massa fina. Ok!
- Harumaki: crocante mas massudo. Argh!
- Misoshiru: simm, gostoso, apesar de um pouquinho salgado. Melhor que aguado, né!!
- Temaki: gostar de salmão batido com maionese e cebolinha é a maior contradição em relação à minha crítica com modismos na culinária japonesa. Isso eu assumo, de cabeça baixa. Mas… okonomiyaki não vai maionese, não? Aquela Kewpie (medonha)? Enfim, o salmão estava mal-misturado com maionese, e só tinha até a metade. A parte mais funda do cone era só gohan. Me senti com cara de sucker, que nem nos desenhos do Pica-Pau. Lixo!
- Tenpuras: somente cenoura, batata (doce??) e berinjela. Ruim, ruim!
- Sashimi: bem cortado, sem fibras, ok!
- Nigirizushi: 4 pequenininhos, com pouco arroz, ótimo pra não estufar a barriga com gohan. Ponto positivo!
- Uramaki: fui seca achando que era de salmão com maionese… mas era de cream cheese! Afff, quase vomitei! Vieram 4, sobraram 3.
- Jyo: depois de quase ter vomitado o uramaki, peguei um pouquinho da massa branca do jyo, provei e vi que era – ÉCA! – cream cheese também. Lixo!!! Os 2 que vieram ficaram na bandeja.
- Oshizushi: 2 unidades, lindinhos, cobertos com salmão batido, sem cream cheese, mas com um molho escuro doce e ruim, que não era nem molho de tonkatsu, nem teriyaki, nem tare. Ou era tentativa fracassada de ser algum deles.
Também tinha salmão grelhado, shimeji, yakisoba, sushi de salmão-skin e hot-rolls, que recusei ou preferi não comer, depois estar com o estômago revirado de frustração.

Honestamente, eu não me importo de comer pouco e pagar caro quando a comida é boa e você sai feliz. Mas não foi esse o caso.

Resumindo: se você gosta dessas ENGANAÇÕES que os restaurantes-que-se-dizem-japas servem, vá fundo, você vai gostar. Mas pense bem no que você está falando quando afirmar por aí “Aaai, eu adoro comida japonesa!!”.

Fake Ichigo Daifuku

31 de outubro de 2010 - domingo - 23:40h   •   Categoria(s): Cultura japonesa, Japão, Recomendações... ou não!

Ichigo daifuku (イチゴ大福 – ichigo = morango / daifuku = grande sorte ou grande fortuna) é um doce feito de mochi, com um recheio e um morango por dentro. Este recheio pode ser anko ou um creme.
Eu confesso que nunca comi o verdadeiro ichigo daifuku, com morango (fruta fruuuuta) mesmo. Mas caí num conto-do-vigário quando vi uma embalagem bonita num supermercado chique que tem aqui perto de casa.
O mochi de fora é de um cor-de-rosa lindo!!
Fofo…
Mas por dentro…
Não tem morango nenhum!
Só um creminho e uma gelequinha que parece aquelas balas jelly.

Se eu recomendo? Sinceramente… Pra quem quer um ichigo daifuku, é claro que vai se sentir frustrado e com raiva. Mas se for pra comer um doce qualquer, só de guloseima, sem esperar nada, até que dá pro gasto.

Tatami

5 de setembro de 2010 - domingo - 16:19h   •   Categoria(s): Cultura japonesa, Japão

De todos os itens de um quarto, o tatami é o que mais desperta interesse dentre os viajantes estrangeiros que já vieram ao Japão. O material que pode ser utilizado no chão das residências é extremamente extraordinário. O tatami se tornou um representante da cultura japonesa, tanto que na França, conseguir falar japonês tão bem quanto os japoneses é chamado de tatamiser [tatamizê].
Antigamente, o tatami não era colocado sobre todo o quarto como agora. Mesmo nas casas mais elegantes, o chão do quarto era de madeira, e somente em ocasiões de visitas que o tatami era posto, sendo usado de modo parecido com as almofadas (zabuton) atuais. Por ficar empilhado quando não estava sendo usado, o tatami ganhou este nome. “Tatami” vem do verbo “tatamu“, que no vocabulário antigo  significava empilhar.
Pelo fato de o tatami ser um “móvel” que podia ser deslocado com facilidade, ao ser empilhado ou combinado de diversas formas, isto possibilitava um único quarto ser usado de diversas formas, como sala de visitas quando estas vinham à casa, como sala de estar para uma conversa prazerosa, ou como escritório numa tarde qualquer. Ainda atualmente, um quarto com tatami pode ser utilizado com diversos objetivos.
Fabricado com palha (藁 – わら – wara) e junco (藺草 – イグサ – igusa [igussá]) secos, o tatami “respira”, servindo para tirar a umidade do quarto e deixar sua atmosfera limpa. Por não ser nem muito rígido nem muito mole, é uma superfície sobre a qual é agradável de se andar descalço. E justamente pela razão de os japoneses gostarem de andar descalços sobre o tatami, muitos pessoas se preocupam em manter uma boa limpeza da casa.

O texto acima foi traduzido (por mim) a partir do livro みんなの日本語 – 中級I本冊 (Minna No Nihongo – Chuukyuu I Honsatsu). A fonte original indicada é:
秋岡芳夫監修 「発明発見物語全集 15 建築の発明発見物語 ― 住まいの始まりから未来都市まで」 国土社より、一部を改変して掲載
(Akioka Yoshio kanshuu “Hatsumei Hakken Monogatari Zenshuu 15 Kenchiku no Hatsumei Hakken Monogatari – Sumai no Hajimari kara Miraitoshi made” Kokudosha yori, ichibu wo kaihen shite keisai)

Bom, o que eu entendi mais ou menos de tudo isso da fonte foi que o livro chama-se “Histórias de Invenções e Descobertas da Arquitetura – Do começo da moradia até a cidade do futuro”, e é o volume 15 do “Trabalhos Completos sobre Histórias de Invenções e Descobertas”, organizado por Akioka Yoshio, publicado pela Kokudosha.

ps: Como é difícil traduzir textos a partir do japonês, né?

Tokyo Tower e encontro com a Gesiane

3 de agosto de 2010 - terça-feira - 22:20h   •   Categoria(s): Cotidiano, Cultura japonesa, Japão

A Tokyo Tower (東京タワー), com 333 m,  foi construída em 1958, inspirada na Torre Eiffel, sendo alguns metros mais alta que esta (324 m).
Diante do boom das comunicações (TV) no começo dos Anos 50 no Japão, o governo japonês estava com receio de que torres de transmissões fossem ser construídas por toda Tokyo, infestando a cidade. A solução proposta foi construir uma uma grande torre que tivesse capacidade de transmissão para toda a região de Kantō.
Hoje, as duas principais fontes de renda da Tokyo Tower são o turismo e o aluguel da estrutura de apoio para antenas.

As empresas que utilizam a torre são:
.NHK General TV
.NHK Educational TV
.NHK-FM
.TV Asahi
.Fuji TV
.TBS TV
.Nippon TV
.TV Tokyo
.J-WAVE
.Tokyo FM
.FM Interwave
.The University of the Air TV
.The University of the Air-FM
.Tokyo Metropolitan Television
.Nikkei Radio Broadcasting Relay Antenna

Fonte das informações acima: Wiki.

Quem quiser xeretar “de perto” pela visão de ruas do Google Maps, o link é esse.

E na sexta passada, dia 30/06, eu saí pra jantar com a Gesiane! ^_^
Muito bom encontrar uma amiga tão querida, cheia de histórias pra contar sobre a viagem ao país que tanto eu quanto ela amamos! Uma pena que até esquecemos de tirar foto juntas…
Mas o que tem a Tokyo Tower a ver com isso?? É o presentinho ultra mega fofo lindo delicadinho que ela me deu!!! ~♥
Se faltou foto do nosso encontro, tratei de tirar fotos de tudo que é ângulo do chaveirinho da Tokyo Tower!

Muito lindinho, né?
Gê, adorei te rever, adorei nosso jantar, adorei o presente!! ^___^ Beijão pra você, linda!

ps: Ah! Eu não tive chance de visitar a Tokyo Tower. Só vi bem de longe, quando estava no shinkansen, de noite, indo pra Kyoto.